O Ryu Ga Gotoku Studio lançou em fevereiro de 2026 Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties para PC, PS4, PS5 e Xbox. Diferentemente dos remakes anteriores da franquia, esta recriação do título original de 2009 (lançado para PS3) não se limitou a modernizar gráficos e mecânicas.
O estúdio optou por alterar pontos centrais da narrativa, o que gerou reações mistas entre o público e a mídia especializada (estando com nota 74 no Metacritic e avaliação “Mista” no Steam, até o momento da publicação desta matéria).
Enquanto alguns jogadores aprovaram as mudanças, outros criticaram a decisão de modificar o final e remover personagens clássicos. De toda forma, antes de prosseguirmos, confiram o PC usado na avaliação deste polêmico título de uma aclamada franquia:
Minha história com a franquia Yakuza
Esta franquia é uma das mais importantes do meu acervo gamer. Conheço o potencial das aventuras de Kiryu desde antes de nomearem como “Yakuza”, no ocidente, em meados de 2006.
Lançado originalmente em 2005 no Japão como “Ryu Ga Gotoku” (o nome do estúdio atualmente), em uma tradução livre se chamaria algo como “Like a Dragon” (Similar a um Dragão).
Com essa breve explicação, agora vocês podem entender o porquê renomearam as novas edições no ocidente após Yakuza: LAD. Na verdade, é o mesmo caso de “Resident Evil” e “Biohazard“: apenas trouxeram o nome original para o ocidente.
Mas voltando à minha história, gostei muito de Yakuza 1 e 2; todavia, o ponto de virada, para mim, foi Yakuza 3. Em 2010, em vez de pular de uma vez em títulos mais famosos, como God of War 3 e Metal Gear Solid 4, assim que adquiri o meu PS3, adivinhem qual foi o primeiro jogo que comprei?
Sim, este que está comigo até hoje, o clássico (este da imagem é edição europeia):
Foi o primeiro da saga que introduziu as músicas em karaokê e muito do DNA que, alguns anos depois, em Yakuza 0, se tornou amado no ocidente.
Porém, essa não foi uma época boa para a franquia, pois pelas baixas vendas no ocidente, alguns anos depois, Yakuza 5 ficou anos sem ter uma versão traduzida para inglês e quase não foi mais lançada por estas bandas.
No caso de Yakuza 3, infelizmente, alguns tropeços técnicos impediram que brilhasse mais em seu tempo, pois a jogabilidade era repleta de inimigos que apenas bloqueavam os seus golpes, tornando a dinâmica muito entediante.
Posteriormente, isso foi resolvido nos próximos lançamentos, mas esse problema fez a terceira edição ser uma das mais divisivas entre os fãs… e, ironicamente, o seu remake, Kiwami 3, conseguiu repetir este infeliz feito.
Desempenho técnico no PC supera lançamentos anteriores
Mas, antes de abordarmos os pontos mais negativos, começaremos pelo começo. Sobre o aspecto técnico, a versão para PC apresentou desempenho satisfatório.
O jogo roda em resolução 4K com DLSS Qualidade ativado, mantendo taxa de quadros acima de 60 FPS. Há suporte para Frame Generation, que permite ganho adicional de fluidez para monitores com altas taxas de atualização.
Nesta seção, temos uma ótima notícia: diferentemente de Like a Dragon: Infinite Wealth (título recente do estúdio com muitos stutterings no meu PC), Yakuza Kiwami 3 não apresentou engasgos durante a jogatina.
A otimização deste título, que está rodando na saudosa Dragon Engine, garante fluidez tanto nos momentos de exploração quanto em combates com muita gente.
Visualmente, o jogo oscila entre partes de alta definição (com texturas detalhadas que evidenciam poros da pele dos personagens) e sequências que remetem à estética da era PS3, especialmente em diálogos com balões e expressões faciais mais simples.
Essa alternância, contudo, não compromete a experiência geral (porque, neste ponto, já faz parte da identidade da franquia e os fãs já se acostumaram).
Sistema de combate retorna às origens beat ‘em up
A jogabilidade abandona o sistema de turnos presente nos títulos protagonizados por Ichiban Kasuga (Yakuza: Like a Dragon e Infinite Wealth) e retoma o estilo beat ‘em up em tempo real. O protagonista Kazuma Kiryu conta com dois estilos de luta.
- O primeiro é o clássico Dragão de Dojima, que reúne golpes conhecidos dos fãs antigos, trazendo alguns ajustes finos, tanto ao usar comandos especiais ou mesmo em golpes simples, que podem ser carregados ao segurar o botão de ação;
- O segundo é inspirado em artes marciais de Okinawa e se chama Estilo Ryukyu. Este modo de combate introduz o uso de armas variadas, incluindo um escudo capaz de bloquear projéteis como disparos de armas de fogo.
O sistema de upgrades utiliza duas moedas: dinheiro (para comprar melhorias de atributos como vida e dano) e pontos de habilidade (obtidos em batalhas variadas durante a sua jornada e em treinos no dojo em Okinawa, que desbloqueiam novos movimentos).
A opção de dificuldade Profissional oferece desafio equilibrado, enquanto o modo Normal eu pessoalmente considero fácil demais.
De toda
