Saros eleva o desafio e entrega batalhas envolventes a 60 FPS no PS5

Se você ficou impressionado com Returnal, que foi lançado em 2021, prepare-se: Saros, a mais recente produção da desenvolvedora finlandesa Housemarque, é um sucessor espiritual que não só mantém a essência de seu predecessor, mas também a aprimora em termos de técnica e acessibilidade.

Embora seja comum fazer comparações, o uso dos termos “antecessor” e “sucessor” pode ser um pouco enganoso. A própria editora destaca que, apesar de Saros representar uma evolução de Returnal, essas são propriedades intelectuais distintas e sem conexão direta.

Disponível exclusivamente para o PlayStation 5, o novo jogo abandona a solidão do planeta Atropos em favor das intrigas corporativas e dos biomas dinâmicos do mundo Carcosa. Vale a pena investir na nova obra da desenvolvedora?

Uma narrativa mais envolvente

Enquanto Returnal foi bem recebido por sua mecânica de jogo intrigante, sua narrativa não era tão cativante. Em contraste, Saros apresenta uma história mais bem elaborada e menos ambígua.

A trama se desenrola em Carcosa, um planeta hostil onde três missões anteriores da humanidade tentaram colonizar em busca de lucenita, um recurso vital para a sobrevivência da Terra. No entanto, todas as expedições falharam em retornar, deixando mistérios sobre seus destinos.

No controle de Arjun Devraj, um executor da corporação Soltari e membro da quarta expedição (Echelon IV), o jogador busca descobrir o que aconteceu. Arjun também enfrenta seus próprios conflitos internos enquanto busca redenção por traumas passados.

Desvendando os mistérios

Lembra-se do filme “No Limite do Amanhã”, protagonizado por Tom Cruise? Assim como no filme, o herói de Saros está preso em um ciclo temporal onde, ao morrer, retorna a um ponto anterior com todo o conhecimento adquirido. O jogo oferece uma explicação para esse fenômeno (mas não irei revelar aqui).

No lobby conhecido como “A Passagem”, os jogadores têm a oportunidade de interagir com outros membros da equipe, proporcionando uma sensação de companheirismo e profundidade narrativa.

Ao coletar fragmentos da história junto com seus colegas, torna-se fascinante entender os eventos que ocorreram no planeta, especialmente considerando que alguns integrantes das missões passadas enlouqueceram.

A partir desse lobby, é possível desenvolver suas habilidades e preparar sua build antes de explorar os diversos biomas disponíveis.

Introduzindo o elemento Eclipse

Dentre as novidades de Saros está uma mecânica chamada Eclipse. Durante esse evento, as cores vibrantes de Carcosa se transformam em um ambiente avermelhado, quase como uma passagem para outro mundo. Contudo, as alterações vão além do visual.

Nesse estado, os inimigos tornam-se mais poderosos e velozes; projéteis que antes podiam ser absorvidos agora causam dano ao jogador. O Eclipse também afeta os aliados, provocando alucinações e paranóias que podem torná-los ameaças.

Geralmente, enfrentar o chefe final de cada área requer atravessar um Eclipse. Em troca desse desafio maior, é possível encontrar loot mais valioso durante esse evento. No entanto, é preciso estar atento às consequências dos itens coletados na sua build, pois alguns podem trazer efeitos negativos.

Durante o Eclipse, Carcosa se transforma em caos; nesse momento você precisará reavaliar sua estratégia e até suas alianças.

Um verdadeiro balé de balas

A Housemarque caracteriza o combate em Saros não como um bullet hell, mas sim como um bullet ballet. Essa nomenclatura se justifica por conta das novas mecânicas introduzidas no jogo que alteram significativamente a experiência de gameplay.

A principal inovação é o Soltari Shield, que permite absorver projéteis inimigos (especificamente os azuis) para carregar energia e lançar ataques poderosos conhecidos como “Power Weapons”.

Essa dinâmica muda consideravelmente a abordagem do gênero: ao invés de apenas desviar dos tiros inimigos, o jogador é incentivado a avançar contra eles para fortalecer seu arsenal. A lógica convencional de esquivar + atacar sofre uma transformação significativa nesses momentos.

Em vez de recuar das balas, aprenda a absorvê-las para aumentar ainda mais seu poder.

Mais recompensas e menos frustrações

Certa vez eu critiquei Returnal pela sua dificuldade excessiva. Morrer significava recomeçar muito longe no progresso do jogo — algo que muitas vezes desmotivava mais do que ensinava ao jogador.

Saros aborda essa questão com um sistema robusto de progressão permanente. Os jogadores podem utilizar o recurso chamado Lucenite para investir em uma árvore de habilidades que aprimora atributos como saúde, escudo e dano entre as diferentes runs.

Ainda há a inclusão da mecânica “segunda chance”, permitindo ao jogador reviver imediatamente após a primeira morte. Contudo, isso não significa que o jogo ficou simplificado; pelo contrário: eu achei até mais desafiador. Porém, a nova forma de progressão parece ser mais acessível e gratificante.

Desempenho e Imersão no PS5

Ainda não tive acesso à versão prévia disponibilizada anteriormente para alguns veículos internacionais nos meses passados. Na versão beta surgiram relatos sobre quedas nos frames em certos momentos; no entanto, não percebi esse problema na versão final do título.

Tecnicamente falando, o jogo opera suavemente no PlayStation 5 Pro e aproveita bem as capacidades gráficas do console.

A utilização das funções do controle DualSense continua sendo uma característica marcante da desenvolvedora. Pressionar L2 parcialmente mira armas enquanto pressioná-lo totalmente ativa disparos secundários.

Cada textura e impacto ambiental são sentidos nas mãos do jogador. O áudio tridimensional permanece fundamental para identificar ameaças enquanto projéteis surgem por todos os lados.

Vale a pena jogar?

<pEmbora Saros seja mais acessível do que seu antecessor,Returnal, sua estrutura ainda exige paciência e aprendizado contínuo dos jogadores. Aqui é essencial errar e aprender com os erros para progredir.

No entanto, desta vez sinto que retornar à batalha é realmente mais recompensador. O jogo me motiva a voltar melhor preparado ou com estratégias aprimoradas sem necessitar refazer todo o caminho apenas como forma de punição pela derrota anterior.

Nesse contexto,Saros aprofunda a fórmula estabelecida porReturnal, incorpora novas mecânicas atraentes (como Eclipse e Soltari Shield), apresenta uma narrativa enriquecida e proporciona combates mais divertidos e gratificantes. 

Saros vai fazer você querer melhorar a cada novo ciclo até desvendar todos os segredos que Carcosa tem a oferecer.

No quesito visual,Saros se revela uma vitrine impressionante das capacidades gráficas do PlayStation 5 Pro, oferecendo estabilidade nos frames e visuais impactantes.

Prós
  • A mecânica de absorção de balas pelo escudo torna o gameplay diferenciado e dinâmico.
  • A árvore de habilidades é clara e objetiva quanto à progressão dos atributos.
  • A direção artística oferece visuais impactantes em vários biomas!
  • Diferente dos roguelites comuns,a narrativa possui maior profundidade, com personagens secundários relevantes na história.

Contras
  • Pela dificuldade elevada,pode não ser acessível para todos os tipos de jogadores, o que limita seu público alvo!
  • A interface referente aos atributos pode ser confusa,e será necessário dedicar tempo para entender melhor seus recursos!

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By Power Play Games

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