Ryse of Rome: Son of Rome, lançado em 22 de novembro de 2013, foi um dos primeiros títulos a demonstrar o potencial técnico do Xbox One. Embora tenha recebido críticas variadas na época e não tenha ganhado uma sequência, o jogo é lembrado com carinho por muitos fãs. Alguns dos criadores do título revelaram que a Crytek tinha grandes planos para a série.
Durante uma entrevista à IGN, ex-integrantes da equipe do estúdio compartilharam que o objetivo era transformar essa franquia em uma versão para Xbox do “Assassin’s Creed”. A proposta envolvia criar uma narrativa com conexões claras entre os diferentes episódios, permitindo que os jogadores explorassem diversas eras históricas além da Roma Antiga.
Os desenvolvedores também comentaram que a intenção inicial era elaborar um jogo mais extenso do que Ryse: Son of Rome, cujo tempo médio de duração é de cerca de seis horas. Contudo, as longas jornadas de trabalho exigidas para concluir o projeto antes do lançamento do Xbox One forçaram a Crytek a cortar muitos conteúdos planejados.
Possíveis cenários futuros para Ryse
<pSegundo os criadores, ao lançar o título, a Crytek não ficou completamente satisfeita com os resultados obtidos. Apesar disso, acreditavam estar criando as bases para uma franquia que poderia explorar locais como a Grécia e até mesmo o Japão — embora um retorno a Roma ainda fosse uma possibilidade em discussão.
O diretor de arte Peter Gornstein expressou seu entusiasmo pela chance de desenvolver uma sequência centrada em vikings. Porém, o estúdio nunca teve a oportunidade de definir os novos rumos da série, que poderia abordar como impérios se formam e depois enfrentam sua queda.
As sequências planejadas para Ryse teriam mundos mais amplos, com um design que permitiria mais escolhas e caminhos alternativos. No entanto, o combate continuaria sendo um aspecto central, e os elementos sobrenaturais apresentados na narrativa de Son of Rome também seriam mantidos.
Motivos para a interrupção da série
Os desenvolvedores conversados pela IGN afirmaram que a Microsoft se mostrou bastante empolgada com as ideias propostas pela Crytek para uma sequência. Entretanto, as discussões acabaram parando e a franquia ficou em um estado de incerteza. Embora uma continuação nunca tenha sido oficialmente cancelada, ela também não avançou.
A razão dessa estagnação não foi porque Ryse: Son of Rome teve vendas abaixo das expectativas ou recebeu críticas negativas — ambas as situações realmente ocorreram. O problema principal reside no fato de que a desenvolvedora se recusou a vender ou transferir a propriedade intelectual à sua parceira.
A Microsoft não estava disposta a financiar um projeto cuja propriedade não possuía, enquanto a Crytek não queria trabalhar em algo que não lhe pertencia, resultando em um impasse sem solução. Assim, a franquia acabou sendo abandonada enquanto o estúdio se dedicava a outros projetos. Ao longo do tempo, o jogo se tornou um fenômeno cult, beneficiado pela retrocompatibilidade e pela versão para PC lançada em 2014.
