Fading Echo: Ideias Promissoras com Deslizes na Prática, Mas um Sucesso no Conjunto

O universo dos jogos independentes frequentemente apresenta títulos com ideias inovadoras que, por vezes, falham na execução. Um exemplo é Fading Echo, criado pela Emeteria, um estúdio francês composto por ex-integrantes da Blizzard. Apesar de alguns tropeços, o jogo se destaca em muitos aspectos positivos.

A boa notícia é que, mesmo com suas falhas, Fading Echo oferece uma aventura envolvente. O tempo de jogo gira em torno de 10 horas se o foco for apenas nas missões principais, podendo se estender para até 14 horas para aqueles que desejam explorar tudo.

Antes de entrarmos nos pormenores, é importante ressaltar que o grande destaque deste título são os quebra-cabeças.

Fading Echo é um RPG de ação que proporciona batalhas dinâmicas e criativas, combinando vários elementos que podem ser utilizados a seu favor. No entanto, a verdadeira essência do jogo reside nos desafios mentais que você deve enfrentar para avançar.

Dito isso, se quebra-cabeças não são do seu agrado, talvez seja melhor evitar este jogo, já que grande parte da jogabilidade envolve exploração e resolução de enigmas, além de algumas lutas que podem se tornar repetitivas rapidamente, apesar da variedade de elementos à disposição.

A seguir, apresentamos os elementos que a protagonista One pode incorporar a sua habilidade principal: transformar-se em uma<strong bolinha de água.

A beleza do jogo está precisamente aqui: ao unir esses elementos nas batalhas e na resolução dos quebra-cabeças, cria-se uma profundidade muito bem-vinda na experiência.

Os desenvolvedores foram bem-sucedidos nesse aspecto, criando um sistema robusto e criativo que permite diversas abordagens durante a jornada pelo mundo fictício de Corel.

Por fim, vale mencionar que devido às limitações deste título, muitas cenas do enredo (cutscenes) são apresentadas com uma estética semelhante a histórias em quadrinhos. Pessoalmente, apreciei essa escolha como sendo coerente e agradável.

Dubladores renomados dão vida a Fading Echo

Uma ótima novidade para os fãs brasileiros é o esforço investido pela desenvolvedora na dublagem. A equipe conta com grandes nomes da dublagem brasileira, reconhecida mundialmente pela sua qualidade. Veja na tabela abaixo:

Sério: a qualidade dessa parte do jogo é imbatível. Não consigo apontar falhas. TODOS os dubladores desempenham seus papéis com maestria.

Cada personagem tem sua voz perfeita: desde o tom leve e descontraído de One, até os diálogos informativos da mãe dela, Rahne, passando pela impressionante atuação de Guilherme Briggs, interpretando o vilão principal. Simplesmente brilhante.

Unreal Engine 5 demonstra sua relevância em jogos indie, mas…

Diante do orçamento limitado do título, os gráficos são surpreendentes. Com a ascensão da Unreal Engine 5 (UE5) nos jogos independentes, podemos desfrutar de visuais antes restritos a projetos maiores e mais caros.

Tudo parece ótimo até aqui; no entanto, como era de se esperar, o jogo pode ser bastante pesado para as máquinas mais simples.

A experiência no meu PC robusto ainda sentiu o peso de Fading Echo em diversos momentos:

Tentar rodar em 4K revelou-se mais desafiador do que eu havia imaginado. Contudo, com essa configuração avançada consegui manter uma média superior a 90 FPS , embora houvesse quedas ocasionais para cerca de 70 FPS . Além disso, utilizei o RTX HDR , o que consumiu um pouco mais dos quadros por segundo.

No entanto, o problema não reside no meu equipamento específico, mas sim no desempenho que usuários com máquinas menos potentes poderão experienciar.

Neste caso:, se não consegui alcançar 120 FPS com uma RTX 5070 Ti , configurada para overclock (muito parecida com uma RTX 5080 ) imagine a situação em configurações mais comuns no Brasil; como aquelas equipadas com uma RTX 3060 de 12GB ou mesmo as variantes da RX 580 .

Aqueles com máquinas menos potentes certamente precisarão equilibrar as opções gráficas e o desempenho. Portanto, fique atento!

Pelo fato de ter apenas este PC para realizar testes não consegui avaliar outras combinações de hardware. Contudo, fica aqui um aviso sobre as exigências das configurações mais elevadas; especialmente em 4K.

O universo de Corel: compreenda a narrativa deste mundo fragmentado

Aqueles interessados na saga deste mundo, que é surpreendentemente rica e intrigante, seguem os pontos principais.

A protagonista habita o mundo de Corel , um planeta outrora próspero que enfrentou um colapso ambiental e espacial devido ao uso distorcido de uma substância mágica local.

A protagonista One e o tirano Maddock estão entre as figuras centrais nessa disputa pelo controle da energia.

No passado distante, a civilização de Corel prosperou através do domínio sobre substâncias poderosas. Essa energia mística gerava vida e possibilitou avanços tecnológicos significativos. A sociedade utilizava essa energia líquida para moldar sua realidade.

A luta entre facções antigas pelo controle total desse recurso resultou em um cataclismo global. O uso excessivo e corrompido dessa energia levou ao colapso do planeta; os oceanos secaram completamente e Corel tornou-se um deserto implacável.

No entanto, o dano mais severo foi a ruptura do tecido espaço-temporal. A realidades se dividiram em camadas paralelas e instáveis que coexistem no mesmo espaço físico.

E essa é basicamente a premissa sem muitos spoilers. Assim sendo, One , sua mãe, Rahne Kelevra e outros personagens cativantes devem prosseguir com seus próprios objetivos neste mundo repleto de ferramentas poderosas e visuais criativos.

Tudo muito bom; onde então Fading Echo enfrenta dificuldades?

A resposta é simples: Fading Echo enfrenta problemas principalmente na execução das suas ideias quando se trata da exploração dos cenários.

Pelo menos na minha perspectiva, os segmentos focados nos puzzles funcionaram perfeitamente .

Certo: nem todos os quebra-cabeças são fáceis (e não deveriam ser), mas a criatividade necessária para resolvê-los é notável. O mesmo não pode ser dito sobre a navegação pelos cenários…

Aqui encontramos um grande desafio. Inicialmente, One está situada em um hub típico dos jogos aventureiros. Para quem lembra do clássico Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back do PS1?

Nesse título icônico,o marsupial acessava diferentes fases por meio de portais localizados nesse cenário transitório.

Acessar desafios mais complexos foge ao tradicional

O universo de Corel: entenda a história do mundo fraturado
Aqui não temos portais ou telas carregando (graças às tecnologias modernas), mas mantém-se a ideia básica desse cenário transitório.
Também podemos usar esse espaço para acessar a árvore de habilidades da protagonista e interagir com personagens importantes.
No entanto,o desafio surge após completarmos as três missões iniciais.
O jogo adota uma abordagem não linear (o que é ótimo), mas começa a confundir quando menciona que partes superiores dos mapas só podem ser acessadas após completar essa rota inicial.
Embora isso seja positivo,a estrutura confusa das fases dificulta uma navegação intuitiva.
O ideal seria respeitar o jogador sem utilizar setas indicativas excessivas; no entanto,neste ponto,o design dos mapas não atinge plenamente esse objetivo.
Sugiro lembrar sempre que quando desbloquearem túneis aquáticos,o foco deve ser ascender através deles.
Explore todas as áreas inexploradas (geralmente demarcadas por portas trancadas).
Enquanto os puzzles são bem elaborados,a mesma criatividade não foi aplicada ao design das fases.
Frequentemente,tento ser compreensivo quanto às limitações tecnológicas comuns em projetos indie,neste caso,a origem do problema parece ser mais criativa do que financeira.
Não estamos lidando com falta das ferramentas caras,de captura facial ou movimento,más sim cenários conectados entre si sem necessidade excessiva orientação visual.

Isso diminuiu meu prazer no jogo,evidentemente ainda há muito mais positivo doque negativo considerando todas as limitações envolvidas.

O ciclo principal da jogabilidade resume-se assim:

  • Navegar por mapas confusos até descobrir novas áreas;
  • Cair em portas trancadas demandando uso contínuo dos elementos desbloqueados;
  • Lutar contra inimigos usando movimentos expandidos;
  • Mergulhar em dimensões alternativas enquanto resolve quebra-cabeças;
  • <li Retornar à área principal repetindo processos anteriores;

    Assim,a navegação ocupa papel central na jogabilidade,e essa confusão impacta diretamente na experiência geral.

    Contudo,a boa notícia permanece: tudo funciona efetivamente,o enredo oferece profundidade rica.o resultado final cumpre seu objetivo;entretém por cerca de<strong10 horas!

    • Tudo isso torna Fading Echo atraente apesar das dificuldades encontradas!
      A produção promete evoluir,e estou ansioso por futuras iterações!

By Power Play Games

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