Beast of Reincarnation: Potencial Promissor para uma Nova Franquia, Mas Desafios à Vista

Beast of Reincarnation é um RPG de ação que foi disponibilizado para a atual geração de consoles, incluindo PS5, Xbox Series X|S e PC, no dia 4 de agosto.

A partir do seu lançamento, o título passou a estar acessível no Game Pass, serviço de assinatura da Microsoft para usuários de console e PC. Este jogo, desenvolvido pela japonesa Game Freak, é uma exceção dentro do portfólio da empresa, pois não se relaciona ao universo Pokémon.

No entanto, é importante ressaltar que o jogo tem gerado opiniões bastante divergentes entre os jogadores até o momento da redação deste artigo. Assim, prepare-se para um review igualmente polêmico.

Caberá a mim explicar as razões que me levaram a essa conclusão, mas já adianto que, assim como o novo RPG da criadora dos adoráveis monstrinhos da Nintendo não busca agradar a todos, minha análise também terá seu posicionamento próprio (mesmo que meu compromisso seja oferecer uma visão clara e honesta sobre minha análise).

Para concluir as apresentações, informo que joguei este título através de uma assinatura do Xbox Game Pass na minha conta pessoal.

Configuração do PC utilizado para jogar Beast of Reincarnation

Como costumo fazer em minhas análises, compartilharei agora as especificações do computador usado para testar este game:

A desenvolvedora lançou patches significativos desde o seu lançamento em 4 de agosto; no entanto, devo mencionar que muitos dos problemas que enfrentei com o jogo antes das correções mais recentes se deviam à sua otimização deficiente.

No geral, o jogo apresenta gráficos satisfatórios e não apresenta um desempenho tão ruim assim (refiro-me especificamente à minha máquina; não estou comentando sobre outros PCs ou consoles), como muitos temiam antes do lançamento. Portanto, isso é um ponto positivo.

A questão da otimização vai além do simples fato de rodar a uma taxa baixa ou alta de quadros por segundo (FPS). Infelizmente, a instabilidade (crashes inesperados) foi o que mais me incomodou durante a experiência.

Agradeço ao esforço contínuo da desenvolvedora (que cumpriu sua obrigação), pois após a última atualização de Beast of Reincarnation, realizada na sexta-feira (14), tudo fluiu com mais suavidade (especialmente no que diz respeito aos crashes, que deixaram de ocorrer na minha máquina).

Pude rodar tudo no máximo em 4K com DLSS 4.5 preset L, no modo performance, alcançando entre 90 e 120 FPS , mesmo nas batalhas mais intensas. Como esse jogo ainda não possui Frame Gen e esses são “frames reais“, a experiência foi boa após o patch mais recente.

Narrativa, arte e trilha sonora de Beast of Reincarnation

Aqui começa a parte mais subjetiva da análise; é neste aspecto que me distancio das opiniões predominantes entre os usuários e especialistas.

Diferente de outros jogos que foram criticados pela mídia mas adorados pelos jogadores, aqui parece haver um consenso: muitos que experimentaram até agora não ficaram tão impressionados.

No meu caso, porém, após cerca de 20 horas explorando um Japão situado no distante ano de 4026 (exatamente dois mil anos à frente), mesmo reconhecendo as limitações técnicas e estruturais discutidas anteriormente, minha impressão é predominantemente positiva.

A narrativa gira em torno de: controlamos Emma, uma purificadora (indivíduo capaz de absorver e manipular a contaminação que aflige o mundo) vivendo à margem da sociedade em um Japão devastado pela chamada “Pestilência“.

No início, há muitas incógnitas; contudo, ao longo da jornada, várias delas são esclarecidas com clareza adequada.

Certo é que existem diversos elementos abertos para possíveis sequências (as quais espero que aconteçam); nem tudo é revelado nesta primeira incursão em um mundo distópico. No entanto, sob meu ponto de vista, o desfecho do game oferece uma quantidade satisfatória de esclarecimentos, evitando deixar o jogador completamente perdido.

Qualidade sonora: dublagem excelente mas com falhas pontuais

Ainda que a qualidade seja alta, o ritmo dos diálogos nem sempre é adequado. Isso ocorre mesmo contando com vozes renomadas como as dos dubladores japoneses, Akio Otsuka (Bleach, Like a Dragon e Metal Gear Solid) dando vida ao enigmático Brad, eYui Ishikawa (Attack on Titan e Nier Automata), interpretando a melancólica protagonista Emma.

Caso você não esteja familiarizado com animes ou games japoneses,Akio Otsuka ainda é conhecido como a voz japonesa do personagem Naked Snake emMetal Gear Solid , além de ter participado em diversas outras obras importantes como ex-policial Adachi emLike a Dragon , e capitão Shunsui Kyoraku no animeBleach.

Pelo seu lado,Yui Ishikawa dá voz à Mikasa Ackerman em Attack on Titan e 2B no famoso Nier Automata.

A seguir estão os personagens principais junto aos seus respectivos dubladores na língua original:

A situação é clara: se alguém encontrar problemas nos diálogos do game, isso certamente não se deve à qualidade das vozes dos dubladores. A falha pode ser atribuída às decisões do diretor quanto à entonação das falas.

Pessoalmente,o principal incômodo refere-se aos “rostos sem expressões” dentro dessas interações. Embora as discussões sejam boas por si só, há uma tendência para focar em rostos inexpressivos durante as cenas.

Isto é algo recorrente em JRPGs até os dias atuais; portanto aqueles habituados ao gênero desde os tempos do PS1 (em épocas anteriores havia um estilo gráfico diferente) provavelmente não estranham tanto isso.

Dito isto,e considerando os pontos negativos levantados (realmente os rostos carecem de animação),e levando em conta as justificativas da história quanto ao comportamento “frio” de alguns personagens (embora isso não se aplique a todos), devemos encarar essa questão como algo mais negativo do que positivo quando se trata especificamente da ausência de expressões faciais.

Pois bem,para finalizar este trecho sobre dublagem:a versão brasileira não conta com vozes em nosso idioma (diferente do ocorrido em Fading Echo), oferecendo apenas opções eminglês e japonês;

No entanto,uma boa notícia: menus e legendas estão disponíveis com tradução para português brasileiro;o que garante uma experiência fluida!

Trilha sonora evoca Nier e Stellar Blade mas carece de variedade

Este segmento merece nota 10/10 (caso houvesse maior diversidade). As músicas apresentadas durante o jogo são excepcionalmente bem compostas.

Lembram-me fortemente das melhores faixas encontradas emNier Replicant , Nier Automata e Stellar Blade;

By Power Play Games

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