Frequência ou latência: qual é o fator decisivo? Avaliações detalhadas de memórias DDR5!

Há cinco anos, realizamos uma série de testes para entender como frequências elevadas e latências reduzidas impactam a performance dos computadores, além de determinar qual desses fatores é mais significativo.

  • MEMÓRIAS: Qual a importância das frequências mais altas e das latências menores?
  • Produtos Corsair: https://adrena.click/corsair

Naquela ocasião, os testes foram conduzidos com memórias DDR4. Com o lançamento de uma nova tecnologia de memória que apresenta uma arquitetura diferente, chegou o momento de revisar nossos resultados.

Diferenças entre DDR4 e DDR5

Vamos analisar as principais mudanças ao migrar do DDR4 para o DDR5. Esta nova geração oferece melhorias significativas, como frequências operacionais superiores. Embora as latências sejam um pouco mais altas, elas são compensadas pelas frequências aumentadas.

Realizamos comparações diretas entre essas duas tecnologias e, em geral, a diferença na performance não foi tão expressiva.

Uma exceção notável foi observada no gráfico final, onde o desempenho da parte integrada melhorou. Isso se deve à frequência aumentada e à nova abordagem na comunicação entre a memória e o CPU. Em vez de utilizar um canal de 64 bits, cada módulo possui dois canais de 32 bits, facilitando a comunicação entre esses componentes e diminuindo a dependência do dual-channel.

  • DDR5: É necessário ter duas memórias (Dual-Channel) para jogos? Testamos desempenho e preço.

Impacto da Frequência e Timming na Memória

A frequência é o fator que define quantas vezes as informações são trocadas entre a memória e o processador. Por exemplo, se a memória opera a 4800 megatransfers (ou 4800 megahertz), isso significa que há 2 bilhões e 400 milhões de transferências por segundo.

Por que essa divisão por dois? Cada ciclo envolve duas transferências de dados; assim, 2400 milhões de ciclos equivalem a 4800 milhões de transferências. O uso incorreto do termo megatransfers em vez de megahertz tornou-se tão comum que provavelmente ninguém se importa mais em corrigir isso.

E quanto ao timming? Quando o processador solicita dados, a memória não responde imediatamente; ela exige um “bom dia”, ou seja, uma latência medida em ciclos. Por exemplo, um CL40 em uma memória operando a 5200 resulta em um atraso de 15 nanossegundos; já um CL30 reduz esse tempo para 11 nanossegundos.

Como demonstrado, diminuir o CL reduz a latência; no entanto, aumentar a frequência também pode influenciar essa medida, visto que ela está incluída na fórmula.

Pense no CL como o tempo que uma porta leva para abrir e na frequência como o número de pessoas passando por essa porta por minuto. Ambos os fatores afetam quantas pessoas atravessam a entrada, mas de formas distintas.

Início dos Testes!

Nossos testes utilizam a memória Corsair Dominator Titanium, capaz de atingir até 6600 megahertz com timings baixos de apenas CL30. Essa velocidade permitirá ajustes variados durante os testes.
Testaremos o desempenho em dois cenários diferentes: um utilizando o processador Intel Core i7-14700K e outro com AMD Ryzen 7 9700X.

Hardware Avaliado:

  • Memória Corsair Dominator Titanium 6600 (2x32GB)
  • Processadores:
    – AMD Ryzen 7 9700X
    – Intel Core i7-14700K
  • Placa Gráfica Nvidia GeForce RTX 5090 Founder

Ajustes Realizados:

  • Ajustes de Frequência com CL 40:
    – 4800MTS
    – 5200MTS
    – 5600MTS
    – 6400MTS
  • Ajustes de Timings com 5200MTS:
    – CL40
    – CL32
    – CL30
  • XMP da Memória
    – 6600MTS CL32

A não ser pelo modelo X3D da AMD — cuja performance já demonstrou ser pouco afetada pela velocidade das memórias — não testaremos esse modelo aqui.
Pode-se operar em single-channel ou dual-channel com velocidades variadas sem notar diferenças significativas nos processadores X3D.

Nossos testes sintéticos avaliarão as capacidades das memórias em ler, gravar e copiar dados. Utilizaremos também o Y-Cruncher para sobrecarregar as memórias ao calcular valores extensos do Pi, além da execução em diversos jogos.

No quesito jogos, ajustaremos os parâmetros para identificar gargalos no processador, pois é nesses momentos que as memórias rápidas podem fazer mais diferença nas pontuações.
A RTX 5090 será utilizada para rodar jogos em resolução Full HD especificamente em títulos competitivos como Counter Strike e Rainbow Six Siege ou aqueles com intenso Ray Tracing como Cyberpunk.

Testes Sintéticos

AIDA64

Analisando as alterações nas latências no AIDA64, não observamos os ganhos teóricos esperados; no entanto, houve melhorias significativas. Ao analisarmos os resultados do Intel Core nos testes realizados a 5200MHz nas configurações CL40, CL32 e CL30 — representadas aqui — constatamos uma redução de cerca de 10% na latência.
A comparação entre os testes com CL40 apenas variando as frequências revelou quase uma redução de até 20% na latência ao passar de 4800 para 6400 MHz.

No intervalo da base em 4800MHz CL40 até o perfil otimizado da memória em 6600MHz CL32 conseguimos melhorar em aproximadamente 25%.

No caso dos processadores AMD, as variações foram bem menos significativas — mal ultrapassando os 10% entre os melhores e piores cenários — possivelmente devido à maior quantidade de cache nos Ryzen que minimizam a relevância das latências nessa situação específica.

Y-Cruncher

Testes com Jogos

Counter Strike 2

Call of Duty Black OPS 6


Cyberpunk2077


Rainbow Six Siege


Evolução Percentual do Desempenho

Abaixo estão os ganhos percentuais observados no desempenho filtrados pelos ajustes realizados nas frequências e timings das memórias. Os ajustes nos timings são baseados nas performances registradas em 5200MTS CL40 enquanto as comparações de frequência consideram os resultados obtidos com a configuração inicial em 4800MTS CL40. A configuração XMP compara o desempenho entre as configurações padrão e as ajustadas para alcançar os valores máximos possíveis.

Tivemos avanços perceptíveis na performance geral após esses ajustes — embora não se deve esperar que mudanças nas memórias alterem drasticamente o desempenho geral do PC. Nos melhores cenários observamos ganhos próximos aos 10%, sendo que as frequências mais altas apresentaram maior impacto nesse resultado.

No entanto, isso não significa que os timings não tenham sua importância; eles podem proporcionar uma melhoria adicional na ordem dos seus outros dois ou três pontos percentuais quando otimizados junto às frequências adequadas.

Antes que você comece a se preocupar excessivamente com timings e frequências das memórias instaladas no seu computador vale ressaltar que um ganho real próximo aos dez por cento pode não ser percebido facilmente no uso cotidiano.
Afinal testamos sob condições específicas limitadas pelo desempenho do processador onde essas variáveis têm maior influência sobre o resultado final—na prática isso pode ser diferente.

No teste acima envolvendo Cyberpunk com Ryzen tivemos um cenário favorável onde alcançamos aquela margem dos dez por cento mencionada anteriormente—mas é relevante notar que atingimos acima dos120FPS durante todo teste.Resulta interessante questionar quantos gamers possuem placas gráficas capazes dessa performance constante acima dos120 quadros por segundo? Essa evolução poderia passar despercebida pela maioria dos jogadores cujo foco normalmente é manter pelo menos sessenta quadros enquanto buscam maximizar qualidade gráfica.

No âmbito dos jogos competitivos existe uma chance maior dessas diferenças serem evidentes especialmente quando se sacrifica qualidade gráfica visando obter maior taxa de quadros exibidos.Tipicamente nos resultados obtidos durante partidas intensivas como Black OPS é plausível considerar situações onde até mesmo configuração gráfica baixa poderia permitir atingir margens satisfatórias sem depender exclusivamente do hardware.

Dessa forma torna-se importante lembrar que investir na melhora da memória nem sempre é prioridade máxima.Sempre será mais vantajoso canalizar recursos financeiros para aprimorar seu processador visto retorno proporcionalmente maior.No atual cenário econômico muitos upgrades nas memórias podem custar quase tanto quanto melhorias similares no seu CPU.
Lembre-se também que elevar excessivamente as frequências enquanto diminui demais seus timings pode trazer riscos elevados à estabilidade geral do sistema.

Caso você esteja utilizando um dos melhores processadores disponíveis atualmente acelerar suas memórias pode sim ser uma alternativa viável para melhorar ainda mais seu desempenho.Mas atenção é necessária—não exagere nos gastos nessa categoria pois retornos proporcionais serão limitados.E caso tenha optado por adquirir algum modelo X3D da AMD foque apenas numa boa relação custo-benefício ao selecionar sua memória.

By Power Play Games

Você Pode Gostar