O jogo de terror brasileiro indie AILA, desenvolvido pela Pulsatrix Studios, está acessível para PC, Xbox Series X|S e PS5. Este título foi criado utilizando a Unreal Engine 5 (UE5).
Antes de adentrar na análise, é relevante mencionar que a desenvolvedora operou com um orçamento limitado. No entanto, os gráficos são impressionantes para um projeto dessa magnitude, proporcionando um ambiente altamente imersivo, principalmente em relação à sonoridade e à narrativa.
Um aspecto que merece ser enfatizado é que, por utilizar a Unreal Engine 5, este jogo apresenta requisitos mínimos mais exigentes.
<pQuando testado em um sistema com configuração adequada (os requisitos podem ser verificados aqui), o desempenho foi satisfatório, rodando com todas as opções no modo Ultra, em 4K, e com o uso do DLSS no modo Performance.
A taxa de quadros se manteve entre 80 e 100 FPS, oferecendo uma jogabilidade bastante agradável, tanto no teclado quanto no controle. Embora pudesse ser melhor, considerando a combinação de UE5 com um título indie, o resultado está dentro do esperado.
Nós, da equipe do Adrenaline, tivemos a oportunidade de experimentar a prévia de AILA em outubro. Clique aqui para conferir nossas impressões iniciais – assim você pode comparar com o que mudou ou melhorou na versão final desse jogo de terror nacional.
Ainda sobre os testes realizados, destacamos que o game foi avaliado em um PC robusto, permitindo uma experiência sem contratempos:
Narrativa e enredo de AILA
No início deste review, cabe ressaltar que ao começar a jogar, o usuário assume o papel de Samuel strong>, o protagonista que atua como beta tester de uma “inteligência artificial lúdica“, chamada AILA, nome que dá título ao jogo.
A história que parece simples inicialmente se transforma em uma trama cheia de nuances psicológicas profundas e complexas. O final é surpreendente e bem elaborado, evitando qualquer sensação de conclusão apressada.
Caso o jogador preste atenção nos detalhes, encontrará vários elementos narrativos espalhados pelo apartamento de Samuel, funcionando semelhante às interações do mundo real na série Assassin’s Creed.
Dessa forma, a narrativa ganha mais profundidade, enriquecida por diversos aspectos mentais e pessoais do personagem que são desvendados ao longo da jogabilidade.
Tecnologia e gráficos do jogo
A experiência se destaca pela história muito bem construída, com uma conclusão coerente. O jogador sente-se recompensado ao acompanhar a jornada de Samuel.
<pAlém disso, o jogo apresenta múltiplos finais strong > , dependendo das escolhas feitas pelo jogador e por um nível de “carma” medido por ações decisórias durante a campanha. Assim, as decisões tomadas pelo jogador impactam consideravelmente o desfecho.
Os gráficos são bem elaborados , embora apresentem algumas limitações típicas dos títulos indie. Em certas partes, fica evidente que a Pulsatrix tinha grandes ambições; no entanto, devido ao orçamento restrito, alguns aspectos técnicos não atingiram seu potencial máximo.
A principal fraqueza reside na ausência de um sistema avançado de captura de movimentos para certos personagens e NPCs. A movimentação deles pode parecer travada em alguns momentos cruciais da história, o que pode quebrar um pouco a imersão.
No entanto, é importante lembrar que sistemas modernos de captura de movimento tendem a ser bastante onerosos — portanto, essa questão não deve ser considerada um ponto negativo neste caso específico.
Sons e dublagem
Pelo contrário, a parte sonora é sempre impressionante. Os efeitos sonoros são extremamente nítidos e vívidos. Isso inclui desde os disparos realistas das armas até os grunhidos das criaturas e os diálogos dos personagens.
A dublagem (optei pela versão em português) é adequada; embora haja momentos isolados onde a atuação possa parecer superficial — exceto no caso da própria AILA, que justifica sua performance por ser uma máquina. Apesar disso, essa questão não comprometeu a imersão oferecida pela narrativa.
No gênero terror , os elementos sonoros são essenciais para criar tensão e sustos. Este aspecto é executado com maestria; todos os sons estão bem produzidos e se alinham perfeitamente com as situações mostradas na tela.
A construção do mundo e otimização
No quesito otimização , foram encontrados poucos bugs durante minha experiência — levando em conta que esta análise foi realizada com a versão final do jogo. p >
Certa quantidade de bugs relacionados à colisão ainda persiste; contudo, eles são escassos e não comprometem significativamente o gameplay. Certamente serão aprimorados ao longo do tempo. Na versão testada, já era suficiente para desfrutar do título sem maiores problemas.
A construção do mundo elaborada pela Pulsatrix é notável , mostrando competência acima da média. Samuel vive inicialmente uma vida solitária em um futuro distópico ambientado no<strong ano 2035 strong > — apenas ele, seu gato strong > e muitos dispositivos eletrônicos espalhados pela casa. p >
Neste universo futurista, as entregas via drones já são comuns . Tudo parece seguir uma evolução lógica das tecnologias atuais até 2025. p >
Toda essa coerência adiciona uma camada perturbadora à narrativa devido à natureza do jogo de terror; as previsões da desenvolvedora tendem a ser frequentemente pessimistas mas realistas. p >
Easter eggs e atenção aos detalhes Strong> h2 >
< Strong Um exemplo sutil mas completamente opcional desta atenção aos detalhes aparece no espelho inteligente do banheiro no apartamento de Samuel.
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< Strong As funções deste espelho requerem assinaturas pagas . Essa realidade já está presente nas nossas vidas atuais — como vasos sanitários inteligentes disponíveis hoje em dia no mercado internacional que também cobram taxas mensais.
< Strong Com apenas 10 anos à frente , essa ambientação parece estar tragicamente alinhada com o futuro iminente — espero apenas que a guerra nuclear prevista na narrativa de AILA não se concretize! p >
A atenção aos detalhes também se reflete nos easter eggs presentes no jogo. Ele traz referências marcantes a jogos clássicos de terror como<strong Resident Evil Strong > além de homenagens divertidas voltadas ao público brasileiro como tributos ao seriado Chaves.
Pode-se notar o empenho da equipe apaixonada responsável pelo desenvolvimento desse título; mesmo operando sob recursos limitados,< Strong eles conseguiram inserir detalhes instigantes para estimular a exploração dos ambientes. p >
E quanto ao design dos inimigos? Melhorou comparado à prévia? h2 >
<Strong Em resumo: sim, houve uma considerável melhora no design dos personagens nas etapas finais do jogo. p >
<Strong Para quem acompanhou minha prévia anterior, destaco preocupações sobre inimigos genéricos; todavia,<Strong excetuando-se partes inalteradas da versão anterior e algumas seções pontuais,< /Strong fiquei bastante satisfeito com as escolhas visuais apresentadas nesta nova versão.
<Strong Minha opinião é subjetiva,< /Strong mas fiquei contente com as decisões estéticas tomadas pela Pulsatrix nas partes da jornada nas quais não pude interagir na build anterior.
A relevância da UE5 para jogos independentes h2 >
Análise AILA – Jogo Indie Brasileiro | Adrenaline
